Li este pensamento do Dalai Lama:
"From adversity we can learn the value of patience"
Creio que perante as adversidades, o primeiro sentimento que se apodera é a revolta... depois vem a injustiça e por ultimo vem o desespero...
Depois mentaliza-se que tudo tem um momento certo para acontecer, e então começa-se a trabalhar na palavra paciência e no seu sentido! Embora demore a percebe-lo e a aceitá-lo.
Teremos capacidade para aceitar a demora das coisas que ansiamos?!
Da minha parte sim!
Hoje correu bem. Estou feliz com o que a minha paciência me ajudou a conseguir.
Amanhã.... logo se vê.
Hoje quero apresentar-te isto... e apenas isto... nada mais que meia dúzia de palavras duras.
Incomoda-te?! Sei que não...
Penso que não, porque a fúria com que falas do mundo está aqui transcrita sem rodeios ou pena...
E agora, gostaste de conhecer?
Era apenas isto que te queria dar a conhecer por hoje.....
E também quero que conheças isto e esboces o teu melhor sorriso.... para mim, naturalmente!
Após dias corridos em que a mente não permite mais que o automático do quotidiano, esbarrei-me com este pensamento do Mestre... Ainda bem que a simplicidade das palavras e a força do conteúdo me fizeram parar e fazer aquilo que mais gosto... pensar sobre as palavras!
Sábias palavras estas, que acalmam a minha ânsia em colher a fruta verde...
"Aqui você tem um conselho que lhe poderá servir para a sua filosofia: não force nunca; seja paciente pescador neste rio do existir. Não force a arte, não force a vida, nem o amor, nem a morte. Deixe que tudo suceda como um fruto maduro que se abre e lança no solo as sementes mais fecundas. Que não haja em si, no anseio de viver, nenhum gesto que lhe perturbe a vida." Agostinho da Silva
Sei que ainda vamos discutir estas palavras na madrugada entre dois dedos de conversa e dois copos de vinho, mas enquanto isso não acontece..... ficamos assim.
Hoje quis escrever. Há uns dias atrás comecei a pensar sobre o que escrever, mas faltava-me a musica para acompanhar o post, ouvi as minhas bandas favoritas, ouvi as dos outros e por fim o youtube apresentou-me Bon Iver!
Adorei o artista, adorei as letras e adorei as musicas... e quero muito escrever sobre as emoções que esta letra me transmitiu!
Quantos tipos de amor já tive?!
Diria que dois! Já tive amores magros e também já os tive bem gordos.
Em criança eram todos magros, muita brincadeira e correria faziam com que fossem magros
Os magros são aqueles que aguentam um bocadinho de tudo. São aqueles que me fazem chorar e sorrir. São aqueles que me apetece ver e voltar a abraçar. São aqueles de que sinto saudade por não ter.
Depois crescemos e eles tornam-se gordos. São gordos porque os vivemos de excessos.... de emoções, de sentimentos, de tempo, de revolta ....E eles tornam-se doentes.
E custa, mas custa mesmo muito a reabilitar algo assim.
Nem sempre a tarefa é bem sucedida e alguns acabam por morrer da cura. Outros emagrecem tanto que quase deixam de existir.
Receio que o meu amor gordo tenha chegado a esse estado....
Quando oiço esta música e me debruço sobre esta parte da letra, na minha cabeça surge sempre a mesma resposta.....
(...)
who will love you?
who will fight?
who will fall far behind?
Por fim a chuva chegou. E com ela o meu apetite pela escrita também...
Confesso que a falta do som da chuva nestes momentos em que escrevo estava a condicionar a minha vontade em vir cá.
Talvez por apreciar o silencio da noite quando chove.... esse silencio tão mágico e quente!
Enquanto ouço os pingos da chuva a caírem sobre as grades e após analisar o estado das coisas, a escolha da música foi bastante lógica...
Está a chover, as coisas estão complicadas e eu começo a achar que só estou mesmo feliz quando estas duas variáveis estão em sintonia!
Ora diz o meu signo que o inverno é a minha estação favorita, diz-me a vida que sou talhada para o complicado e o Alberto Caeiro diz-me que "um dia de chuva é tão belo como um dia de sol. Ambos existem; cada um é como é."
E esta hein?!